Notícia real e objetiva
Os sacos com peixe defumado, camarão, aviú, piracuí e caranguejo foram apreendidos em uma casa que funcionava com frigorífico clandestino.

O descarte dos produtos apreendidos foi feito no aterro do Perema (Foto: Divulgação/Semma)

 SANTAREM


Foi concluído nesta quinta-feira (08) o descarte no aterro de Perema, do total de 24 toneladas e 524 quilos de crustáceos e peixes apreendidos em um frigorífico clandestino em Santarém, no oeste do Pará.

A operação foi deflagrada na segunda-feira (5) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e teve o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Vigilância Sanitária, Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e Exército Brasileiro. Óleo diesel queimado e cal foram jogados em cima dos produtos para inutilizar os alimentos e impedir que pessoas desenterrassem para consumo.

No frigorífico foram encontrados pirarucu seco, piracuí, caranguejo em massa, patas e ‘in natura’, aviú e camarão. Toda a carga estava sem documentação.

Inicialmente a ação de fiscalização aconteceu nos mercados e frigoríficos a fim de verificar a declaração de estoque do pirarucu por conta do período do defeso, sendo que em um dos boxes externos do Mercadão 2000 o dono apresentou declaração de oito toneladas desse tipo de peixe, e após apresentar uma parte do pescado o proprietário foi questionado sobre o restante e informou que estava em um frigorífico na comunidade Diamantino, região da Rodovia Santarém/Curuá-Una.

Os produtos foram descartados em uma cova no aterro do Perema (Foto: Divulgação/Semma)

Os produtos foram descartados em uma cova no aterro do Perema (Foto: Divulgação/Semma)

O fiscal ambiental da Semma, Vianey Lira, que acompanhou toda a operação explicou como se deu a apreensão da mercadoria. “Com a ajuda dos técnicos da Divisa e Adepará foi feito um levantamento e constatado que o local não apresentava condições sanitárias, impossibilitando a doação da carga. Dentro da câmara fria encontramos muita sujeira, moscas e produtos estragados. Os fiscais fizeram um levantamento e agora aguardamos um relatório que será enviado para o Ibama”, ressaltou.

O dono do pescado receberá multa, o frigorífico está interditado conforme prevê a lei ambiental e o dono do local vai ser multado também. Ainda não há estimativa de valores. O caso segue para o Ministério Público Federal.

Blog do Waldemir Santos

Com Info : G1 Santarem

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