Notícia real e objetiva
Populares denunciaram a ação de pesca ilegal na comunidade Surucuá. Tripulação já estava há dois dias pescando e foi abordada por fiscais do ICMBio nesta terça-feira (5).

Embarcação aportou no bairro Prainha e os peixes foram doados (Foto: Geovane Brito/G1)


Uma embarcação que transportava cerca de seis toneladas de mapará e pescada, sendo a que a primeira espécie está em período de defeso, foi apreendida nesta terça-feira (5) no rio Tapajós próxima à vila balneária de Alter do Chão em Santarém, oeste do Pará. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que fez a abordagem, o barco é reincidente pela terceira vez e a tripulação já estava realizando a atividade pesqueira há alguns dias.

A apreensão se deu após denúncias de moradores da comunidade Surucuá, onde a pesca ilegal estava ocorrendo, mas a tripulação foi abordada somente em Alter do Chão. “A embarcação estava puxando 15 bajaras, ou seja, havia pelo menos 15 pescadores fora a tripulação, o que dá aproximadamente 18 pessoas envolvidas”, relatou o agente de fiscalização do ICMBio, Elder Costa de Oliveira.

Cerca de quatros instituições receberam os peixes apreendidos pelo ICMBio (Foto: Geovane Brito/G1)


Ainda segundo o órgão, a pesca era feita por “arrastão”, o que é proibido por lei, e o pescado seria vendido nas feiras e mercados.

Por volta de 19h a embarcação apreendida aportou em Santarém, no bairro Prainha. No local havia ao menos 15 carros de quatro instituições do município: Creche Seara, Caps AD, Semtras e Fasepa, que receberam doações de peixe. A cada retirada da geleira o peixe era pesado.

“É sempre bem vinda doações desse tipo, porque há essa necessidade na instituição. Temos um freezer para garantir a qualidade do peixe e temos a nutricionista que dará o seguimento à alimentação das crianças por pelo menos uma semana”, contou o representante da Creche Seara, Wilmar Teixeira.

Total de peixe apreendido é de seis toneladas, segundo o ICMBio (Foto: Geovane Brito/G1)


Os tripulantes foram enquadrados no artigo 35 da Lei de crimes ambientais Nº 9.605, pois estavam realizando a atividade pesqueira em período de defeso. A embarcação não tinha o registro geral de pesca e foi apreendida, e o ICMBio vai verificar quem será o depositário da mesma. A multa aplicada ao responsável pela pesca varia de R$ 700 a R$ 100 mil, adicionados R$ 20 por quilo apreendido.

Blog do waldemir Santos

Info : G1 Santarem

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